Confira 5 reviews de ‘Level Up’, filme estrelado por Josh Bowman

11

Este mês foi lançado nos Estados Unidos o DVD do filme Level Up, estrelado por Josh Bowman como personagem Matt. Alguns sites renomados e outro especializados em filmes escreveram suas críticas para o longa-metragem e nós separamos as principais para vocês. Confira:

Variety

O primeiro longa-metragem do diretor/co-roteirista Adam Randall trás Josh Bowman de Revenge da ABC, correndo por Londres em uma missão para salvar sua namorada de sequestradores desconhecidos. Admirável como uma demonstração de desenvoltura dentro do orçamento modesto é assistível o suficiente, este suspense, no entanto, não consegue chegar a qualquer coisa original ou memorável nos conceitos de enredo, atmosfera, ou invenção de personagem. Nos EUA, onde ele estreia em 28 salas de todo o país, “Level Up” provavelmente irá atrair mais espectadores após lançar a sua VOD um mês depois.

Matt é um cara desgrenhado e preguiçoso, supostamente trabalhando em um aplicativo com o melhor amigo Joel (Ben Bailey-Smith). Na verdade, ele não está fazendo muita coisa, a não ser jogar vídeo game e beber durante o dia, o que é uma fonte de irritação para Anna (Leila Mimmack), por seu emprego pouco remunerado. Uma manhã, logo depois que ela sai para o trabalho, sua preguiça é interrompida por três homens com máscaras de esqui que o nocauteiam. Ao acordar, Matt descobre rapidamente que, a menos que ele entregue um “pacote” misterioso (em uma caixa de metal trancada e afixada no colete pesado em que ele foi amarrado), Anna será assassinada. Uma série de mensagens de texto ordena que ele cumpra algumas tarefas específicas, correndo por toda a cidade, às vezes ele tem que despistar estranhos violentos que possam estar em suas próprias missões de vida ou morte paralelas.

Suas angústias em vários pontos lembram desde “The Secret Cinema”, de Paul Bartel e “The Game”, de David Fincher, até suspenses enigmáticos mais simples como “Celular – Um Grito de Socorro” e o atual “Nerve: Um Jogo Sem Regras”. Randall e seus colaboradores colocaram Matt lutando em locais distantes dos pontos turísticos padrões, desde um estranho estabelecimento de karaoke Chinatown, a casa elegante para um antro de drogas até um depósito assustador.

Bowman faz um protagonista atormentado, bondoso o bastante, mas o filme não lhe fornece qualquer profundidade mais característica do que a figura intencionalmente unidimensional. Nunca totalmente convincente, a premissa básica leva a um desfecho que destina-se, presumivelmente, a nos deixar curiosos em uma vasta conspiração, mas em vez disso induz um “Então, isso não significou nada?”.

Hollywood Reporter

O roteiro co-escrito pelo diretor e Gary Young (Harry Brown) salienta admiravelmente ação sobre o diálogo, mas deixa um pouco a desejar na clareza. Os telespectadores provavelmente ficarão tão confusos quanto o protagonista quanto ao que está acontecendo, e os processos vagos tornam-se repetitivos. Simultaneamente rápido e lento, Level Up alcança sua maior tensão graças à trilha sonora pulsante pelo eletrônico do grupo britânico Plaid.

Bowman, bem, cumpre as exigências físicas consideráveis de seu papel de homem comum, conquistando nossa simpatia com suas respostas para os perigos com que ele se depara. Por fim, há um herói de ação a quem o público pode realmente se relacionar.

Lyles Movie Files

Enquanto nós gostaríamos que nosso Batman interior ou Jason Bourne acabassem com esse tipo de situação, as reações de Matt são provavelmente muito mais prováveis. Bowman é um líder quando faz de Matt um personagem no qual vale a pena investir. Matt nem sempre faz a escolha mais inteligente, mas ele não faz umas idiotices que poderiam colocar os telespectadores contra ele.

Level Up vacila em perder sua coragem no decorrer do filme. O diretor/co-escritor Adam Randall faz coisas para um começo estrondoso. Randall inicia o filme com uma corrida contra o relógio, com perigos inesperados provenientes de todos os cantos. Aquele sem teto no trem? Ele é uma ameaça potencial. A velha no bordel? Ela provavelmente também é.

A direção de Randall ajuda a atiçar essa paranoia com alguns ângulos de câmera únicos e com a iluminação. A pontuação do xadrez oferece um acompanhamento enérgico do dia louco de Matt. Quanto a trilha sonora, esta é facilmente uma das minhas favorita deste ano.

Estes tipos de filmes, estilo descarga de adrenalina, precisa manter a escalada dos desafios. Em vez disso, Level Up esfria no meio e não consegue mais recuperar a sua força. Este foi definitivamente um caso em que apostar no mais seguro não era necessário, já que uma certa quantidade de absurdo é esperada. Há algumas sequências de sonhos aleatórios, que não levam a lugar nenhum.

Randall e Young abandonam pontos interessantes da trama quase tão rapidamente quanto eles apresentam. E há um número de perguntas como: “Por que Matt foi escolhido?” que ficam sem respostas.

Aisle Seat

Level Up faz duas opções muito inteligentes na narração de sua história. A primeira é optar por não se levar muito a sério. Nenhuma das tarefas que Matt deve completar faz sentido para ele, mas uma ou duas – como algo envolvendo um bar de karaoke – são um pouco bobas. Essa ligeira piscadela para o público torna mais fácil ignorar as inevitáveis lacunas na lógica que esses tipos de histórias têm. A outra escolha inteligente é não explicar os como e os porquês da jornada que Matt é forçado a fazer. Por fim, entendemos o que está acontecendo em um nível básico, e é o suficiente. Tentar justificar cada pequeno detalhe teria colocado Level Up em um canto do qual ele nunca poderia sair.

Por causa dessas coisas, somos livres para relaxar e desfrutar de um passeio. O diretor Adam Randall mantém o ritmo se movimentando bem desde o início, de forma eficiente ao passar de um cenário para o outro para que nós nunca nos cansemos ou percamos o interesse. O cinematógrafo Eben Bolter, entretanto, dá a Level Up um estilo fluido que se adapta perfeitamente a qualquer que seja a cena em particular. Quando Matt está correndo pelas ruas de Londres, os visuais luminosos e espaçosos capturam a distinta agitação de uma cidade. Em algo como a melhor cena do filme, que encontra Matt preso dentro do apartamento de um traficante de drogas, obviamente, volátil, a fotografia fica mais escura, sombria, e mais claustrofóbica, enfatizando o perigo em que ele está.

O ritmo e a cinematografia mantém Level Up convincente, e o mesmo acontece com o desempenho do protagonista. Josh Bowman traz uma ótima qualidade de homem comum para Matt. O personagem não é um super-herói. Quando ele leva um murro, ele se machuca. Você sente o medo vindo dele, quando ele se esforça para cumprir as ordens que lhe é dado. Mais adiante, depois que ele junta algumas peças do quebra-cabeça, Matt desenvolve uma atitude de “queimar tudo”. Bowman faz estas qualidades palpáveis. Mais importante, o ator realmente passa a ideia de que Matt luta para compreender por que ele foi escolhido para tudo isso. Nos identificamos com essa confusão, o que significa que temos o prazer de segui-lo onde quer que vá.

Blu-ray.com

Matt não é um cara mau, ele é apenas preguiçoso, frustrando Anna com sua falta de vontade para fazer algum trabalho ou tarefas domésticas simples. Ele passa seus dias confraternizando com amigos, assistindo vídeos na web e jogando um jogo de tiro particularmente violento que o mantém envolvido por horas a fio. Ele é um preguiçoso típico, mas um prestes a entrar na zona de batalha dos seus sonhos, ameaçado com a perda de sua amada, se ele não cumprir uma missão enigmática que ele não tem controle. O roteiro de “Level Up” é pintado em cores primárias, mas seu início é altamente eficaz, levantando o filme e funcionando com uma chocante invasão perpetrada pelos capangas com máscaras de esqui, com instruções específicas para o pacote que eles enrolam ao redor do corpo de Matt. Há um relógio, confusão total, a vida de Anna está em jogo e uma cidade inteira para percorrer. “Level Up” tem um primeiro ato de matar.